Homem acusado de matar irmã em Évora condenado a 24 anos de prisão

Caso remonta a Maio de 2012 quando arguido matou uma irmã e agrediu uma outra por causa de uma partilha de terrenos de família.

O Tribunal de Évora condenou nesta terça-feira a 24 anos de prisão efectiva Guilherme Páscoa, acusado de, há um ano, ter matado a irmã Ana Bívar, antiga subdirectora do Igespar, naquela cidade alentejana.

Na sessão de leitura do acórdão deste processo, que decorreu na ausência do arguido, o tribunal deu como provados os dois crimes de homicídio qualificado de que estava acusado.

Pelo crime de homicídio qualificado consumado, o arguido foi condenado a 20 anos de prisão, e, pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada, Guilherme Páscoa recebeu 12 anos de prisão. Em cúmulo jurídico, o arguido foi condenado a uma pena única de 24 anos de prisão efectiva. O Ministério Público tinha pedido uma pena não inferior a 23 anos de prisão.

O caso remonta a 30 de Maio de 2012. O arguido terá esfaqueado as duas irmãs depois de as ter atropelado. Ana Bívar, de 51 anos, acabou por morrer no Hospital de Évora, enquanto a irmã, de 44 anos, escapou com vida, embora tenha recebido tratamento hospitalar.

Segundo fontes policiais citadas pela Lusa após o crime, este ocorreu depois de o Tribunal de Évora ter revogado, dias antes, uma procuração que o arguido tinha para representar a mãe em negócios, por iniciativa das duas irmãs.

A mãe das duas vítimas e do arguido é proprietária da Herdade da Lezíria, em Alcácer do Sal. Foi esta propriedade que, já depois da morte do pai, Guilherme Páscoa, agricultor de profissão, vendeu em fracções. Devido a isso as suas três irmãs meteram uma acção em tribunal para evitar que o irmão vendesse o que resta do património familiar, um monte também no concelho de Alcácer do Sal.

Ana Bívar era subdiretora no Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). Morava em Lisboa e era casada com o deputado social-democrata António Prôa, com quem tinha quatro filhos, o mais pequeno com menos de dois anos e a maior com 13 anos.

Durante o julgamento foi apresentado um relatório pericial psiquiátrico realizado a Guilherme Páscoa segundo o qual o acusado sofre de "alguns traços de personalidade paranóide". Além disso, sofre de ansiedade e depressão, estando a ser medicado.

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