O número de diplomados pela Universidade do Minho (UM) que estão sem trabalho baixou ao longo do último ano. De acordo com os dados apresentados esta sexta-feira pela instituição, a taxa de licenciados desempregados é de 5,3%, abaixo da média nacional e quase dois pontos percentuais a menos em comparação com o ano passado. Quatro cursos ministrados em Braga e Guimarães têm pleno emprego, segundo o estudo divulgado.
A UM apresentou esta sexta-feira um novo relatório sobre o desemprego dos seus diplomados, o que acontece pela segunda vez. Segundo o documento, há 1667 desempregados entre os mais de 31 mil diplomados da instituição. Uma taxa de 5,3%, uma décima abaixo da média nacional para os licenciados.
Os restantes dados disponíveis também colocam a UM em linha com o panorama nacional, quer no que toca à taxa de desempregados de curta duração (3,7%) como aos de longa duração (1,7%).
A taxa verificada mostra uma tendência de decréscimo face aos números registados nos últimos dois anos. Os 5,3% verificados mostram uma redução de dois pontos percentuais face ao ano anterior. A UM representa 4,3% dos diplomados nacionais e apenas 4,2% dos desempregados com habilitações superiores no país. Nos últimos dois anos, esse peso relativo desceu duas décimas, ao passo que o número de diplomados na instituição cresceu o mesmo valor.
Na apresentação do relatório, a vice-reitora Graciete Dias classificou os resultados como “globalmente positivos para a UM”, ainda que a instituição mostre vontade de melhorar, tendo em curso um plano interno de resposta a estes resultados.
O documento mostra ainda que há quatro cursos do Minho com pleno emprego. Os Mestrados Integrados de Engenharia de Comunicações e Medicina já tinham tido o mesmo comportamento no ano passado. A estes juntam-se agora as licenciaturas em Música e Estatística Aplicada.
Entre os cursos da UM, 54% apresentam uma incidência de desemprego inferior ou igual ao valor nacional para a mesma área de estudos. Entre estes há casos como Arqueologia, Ciências da Comunicação, Sociologia e História que, apesar de terem uma taxa de desemprego superior à média nacional dos diplomados, conseguem ter resultados de pelo menos um ponto percentual de vantagem face à média de todos os cursos superiores das áreas ministrados em Portugal.
Os dados hoje divulgados reportam a Junho do ano passado e têm por base as informações oficiais disponibilizadas pelo Ministério da Educação e Ciência e pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. Por isso, a universidade diz ser impossível recolher dados sobre as áreas em que os diplomados estão a desenvolver a sua actividade profissional para perceber se há correspondências entre a área de estudos e a profissão. Nesse sentido, a UM já deu início a um novo mecanismo de recolha de dados, ao abrigo do Alumnium, uma iniciativa de contacto com os antigos estudantes da instituição.

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