Estragos na Câmara de Silves custarão cinco milhões de euros

Cinco milhões de euros são o valor que o presidente da Câmara de Silves, Rogério Pinto, estima que poderá ser necessário para resolver os “problemas mais prementes” causados pelo tornado que ontem nas instalações municipais na sexta-feira.

Rogério Pinto diz que “vários membros do Governo” já lhe telefonaram revelando “sensibilidade” para ultrapassar as dificuldades. “Neste momento, a câmara está inoperacional, é necessário tomar medidas de urgência”, sublinhou. E a autarquia, pelos seus próprios meios, acrescentou, “não tem condições”.

O edifício dos Paços do Concelho, com estruturas em madeira, ficou com boa parte do seu interior a céu aberto. “Estamos preocupados com os processos e material informático, que é preciso salvaguardar”, disse. Durante o tempo em que decorrerem as obras de reparação, adiantou, “poderemos vir a usar outros edifícios, para garantir o funcionamento da autarquia, nomeadamente o pavilhão de feiras e exposições”.

A zona mais atingida pelo temporal foi a zona ribeirinha– particularmente, o complexo de piscinas municipais e o parque de lazer, situado na área envolvente. Os gabinetes da Divisão de Desporto do município, que funcionam no edifício das piscinas, ficaram destruídos.

Uma equipa multidisciplinar do município, constituída por duas dezenas de técnicos, encontra-se no terreno a fazer o levantamento de todas as situações, no que diz respeito a equipamentos públicos. Porém, existem ainda estragos avultados em casas particulares, em Silves e Lagoa, a outra localidade devastada pelo temporal. O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ao final da manhã desloca-se ao local, onde deverá anunciar os meios que o Governo dispõe para ajudar a criar as condições para que a vida das duas cidades regresse à normalidade.

O tornado que afectou ontem a região deixou 13 feridos e milhares sem electricidade. Cerca de 200 pessoas continuavam, até à manhã deste sábado, sem luz.

Cerca uma centena de operacionais da protecção civil e 23 viaturas permanecem no terreno, a remover os destroços do mau tempo.

 

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