Diminuição de 0,5% da sobretaxa do IRS é “manobra de diversão”, diz líder do PCP

Jerónimo de Sousa diz que Portugal está perante "o assalto fiscal mais profundo" Enric Vives-Rubio (arquivo)

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que o desagravamento em 0,5% da sobretaxa de IRS constituiu uma “manobra de diversão” para encobrir “o mais brutal assalto fiscal” na história da democracia portuguesa.

Jerónimo de Sousa falava no encerramento de um comício da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), com o lema “Na luta contra as troikas nem um passo atrás, que se realizou na Voz do Operário, em Lisboa.

O líder dos comunistas alertou para “manobras de diversão por parte do Governo e da maioria PSD/CDS” com a apresentação de propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2013.

Para Jerónimo de Sousa, a proposta da maioria PSD/CDS para reduzir de quatro para 3,5% a sobretaxa em sede de IRS, não altera em nada “o desastre” que constitui o Orçamento.

“É preciso estarmos atentos às manobras de diversão do Governo. Anunciam que PSD e CDS se entenderam para cortar 0,5% na taxa adicional que querem aplicar, mas, como diz o nosso povo, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita”, referiu.

Na perspectiva do líder comunista, a questão do orçamento “não é o retoque de meio por cento” na sobretaxa de IRS, “nem sequer a manobra em relação ao Ensino Superior, porque, no fundo, o Governo tira do sector do Ensino Secundário para transferir para o Superior”.

“Isso não resolve nenhum dos problemas do Ensino Superior nem do Ensino Secundário. O Governo vai tentar tudo por tudo para esconder que estamos perante o orçamento mais brutal, perante o assalto fiscal mais profundo desde que Portugal regressou à democracia”, sustentou Jerónimo de Sousa.

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