Chefe da PSP dispara sobre enteado e mata-se a seguir

Jovem de 18 anos está internado no hospital, em Santa Maria da Feira, não correndo perigo de vida. "O doente mantém-se estável", adiantou nesta sexta-feira uma fonte oficial da unidade.

O chefe da PSP tinha 46 anos e é descrito pelos colegas como uma pessoa calma e simpática. Foto: Rui Gaudêncio

Um chefe da PSP de Santa Maria da Feira baleou nesta quinta-feira o enteado, de 18 anos, com dois tiros e suicidou-se de seguida com um tiro na cabeça. O jovem está internado no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, que informou nesta sexta-feira, através da relações públicas, que “o doente se mantém estável” e “não corre perigo de vida”. O padrasto, de 46 anos, ainda chegou com vida ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, mas acabou por morrer na quinta-feira à noite.

Os disparos ocorreram pouco depois das 17h00, na casa onde o chefe da PSP vivia com a mãe do jovem há alguns anos, perto da Escola Secundária de Santa Maria da Feira. Com a arma de serviço, o polícia terá disparado duas vezes sobre o enteado, atingindo o jovem no tórax. Depois deu um tiro na cabeça. “O alerta foi dado às 17h25. Quando chegámos ao local deparamo-nos com um jovem baleado no torax e uma outra vítima prostrada no chão do quarto”, descreve o comandante Manuel Neto, dos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira.

Os socorristas começaram manobras de reanimação e uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica conseguiu transportar o chefe da PSP, já com sinais vitais, até ao Hospital Santos Silva. Mas o homem acabou por não resistir aos graves ferimentos. “O rapaz esteve colaborante e consciente até entrar na urgência. Segundo nos informaram no hospital teria uma bala junto à omoplata e uma outra teria saído pelas costas”, relata Manuel Neto.

A Polícia Judiciária está a investigar o caso, não tendo ainda ouvido o jovem devido ao seu estado de saúde. Fonte desta polícia adiantou ao PÚBLICO que padrasto e enteado tinham uma relação conflituosa, havendo antecedentes de discussões, não estando ainda claro o motivo das divergências. O caso suscitou grande surpresa junto de colegas do chefe da PSP, que o descrevem como um homem calmo, simpático e reservado.  
 

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