O fim da linha para quem foi "autarca-modelo"
Foi quase tudo na vida pública e mesmo depois de renegado pelo PSD Isaltino Morais manteve-se activo e actuante na cena política. Mais que um sobrevivente, o autarca de Oeiras, que ontem voltou à prisão, bem pode ser visto como uma espécie de sempre-em-pé da política, apoiado num misto e energia, arrogância e autoconfiança. Chegou a ser a estrela do PSD, o autarca-modelo, ocupou cargos de destaque e integrou o conselho nacional durante as lideranças de Durão Barroso, Santana Lopes e Marques Mendes. Foi também presidente da comissão política distrital de Lisboa e liderou ainda a associação de autarcas sociais-democratas antes de ter chegado ao Governo pela mão de Durão Barroso. A pasta de ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente pareceu criada à sua imagem, de acordo com a auréola de presidente de câmara activo e empreendedor, mas aquilo que parecia ser o auge veio a revelar-se, afinal, como início de um rápido ocaso dentro do partido.
