Alunas do Instituto de Odivelas passam para o Colégio Militar em 2015

As três escolas têm actualmente 820 alunos daniel rocha

Colégio Militar vai transformar-se em escola mista com opção de regime de externato

Encerramento do Instituto de Odivelas depois da transformação do Colégio Militar (CM) numa escola mista onde os alunos poderão optar entre os regimes de internato e externato - foi o secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, quem anunciou ontem a decisão do Governo sobre a reforma dos estabelecimentos de ensino militar.

A escola feminina será a única das três existentes a encerrar, uma vez que os Pupilos do Exército se manterão como entidade separada, vocacionada para o ensino técnico-profissional.

O Instituto de Odivelas - escola do universo castrense actualmente exclusiva para o sexo feminino - deverá assim encerrar entre 2014 e 2015 no seguimento da opção de "integrar" as alunas e corpo docente na estrutura e infra-estrutura do Colégio Militar - escola militar actualmente exclusiva para o sexo masculino.

A opção garante, segundo o governante, a "integração de género com a sua matriz militar identitária, deixando o internato à escolha por parte das famílias". O futuro Colégio Militar passará a ser, assim, uma escola mista, também com a possibilidade de opção entre regime de externato e internato tanto para os alunos como para as alunas. Ficou ainda definido que, já no próximo ano lectivo, arrancará o primeiro ciclo no CM, como já fora ponderado nos últimos anos.

Quanto ao Instituto dos Pupilos do Exército, será reconfigurado por forma a tornar-se numa escola de maior pendor técnico-profissional. Segundo o chefe de Estado-Maior do Exército, general Pina Monteiro, os cursos a ministrar no novo IPE serão definidos de acordo com as valências técnicas adequadas às necessidades dos três ramos das Forças Armadas. Ou seja, cursos de mecânica, electrónica e comunicações.

Braga Lino não quis apontar a previsão de poupança com a integração do Instituto de Odivelas no CM, mas assegurou que "não haverá despedimentos" entre o corpo docente e não-docente das duas escolas. O que já ficou definido foi a criação da figura do "coordenador pedagógico" e a construção "de raiz" de uma infra-estrutura nas instalações da Luz para acomodar as alunas que optem pelo regime de internato.

De acordo com os dados recolhidos pelo Ministério da Defesa, as três escolas contabilizam neste ano um total de 820 alunos, representando esse valor uma quebra de 18 por cento em relação ao número de alunos que estavam matriculados em 2001. Naquele ano, o Estado gastava quase 18 milhões de euros nas três escolas, com apenas 20 por cento dos custos a serem suportados pelas mensalidades pagas. Segundo as contas feitas pelo ministério, a média do custo por aluno nestas três escolas é de 20 mil euros este ano lectivo. Nas mesmas contas um aluno no ensino público português custa - de acordo com um relatório da OCDE que não refere a que ano lectivo se reporta - 5700 euros.

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