A criação de uma comissão eventual para debater a reforma do Estado acabou por gerar uma troca de desmentidos entre o PSD e o PS. O líder parlamentar do PS garante que "não houve uma comunicação formal" nem a si próprio, nem ao secretário-geral do partido.
O líder da bancada socialista reiterou esta sexta-feira, ao final da tarde, não ter conhecimento formal sobre a intenção da maioria de avançar para uma comissão parlamentar para debater o corte dos 4 mil milhões de euros. E garantiu que o secretário-geral do PS, António José Seguro, também desconhecia a decisão das bancadas PSD/CDS-PP. "Não houve nenhuma comunicação formal ao Partido Socialista sobre esta intenção", afirmou o líder da bancada do PS aos jornalistas, no Parlamento.
O PSD tem outra versão. Luís Filipe Menezes, vice-presidente da bancada, disse ter informado, na quinta-feira à tarde, António Braga, vice-presidente da bancada socialista, sobre essa intenção da maioria em avançar com uma comissão parlamentar. "Não tenho conhecimento de que tenha falado. Possivelmente até falou, e ele não me deu conhecimento formal. Não sei se falou ou não, mas isso também não é conhecimento formal", justificou Carlos Zorrinho.
Luís Filipe Menezes, António Braga e Hélder Amaral (CDS) faziam parte de um grupo informal constituído para debater a reforma do Estado a nível parlamentar. "Esse grupo informal já acabou o seu funcionamento há bastante tempo, já havia sido extinto", afirmou Carlos Zorrinho.

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