O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje, quando questionado sobre o relatório do FMI, que no âmbito das forças de segurança o trabalho está “todo preparado, equacionado” e vai ser apresentado.
“Temos todo o trabalho sobre essa matéria. Já não há reflexão a fazer, fomos fazendo o trabalho ao longo do tempo. Está tudo reflectido e trabalhado”, disse aos jornalistas Miguel Macedo, no final da cerimónia de inauguração da biblioteca e sala de leitura do arquivo histórico da GNR, em Lisboa.
Questionado sobre o relatório do FMI no que diz respeito às forças de segurança, o ministro escusou-se a fazer “declarações avulsas”, afirmando, a propósito das leis orgânicas da PSP e GNR, que em breve vão ser divulgadas, houve um conjunto de matérias que foram trabalhadas no último ano e que “não estavam dependentes” das conclusões do documento tornado público esta semana.
“Temos tudo pronto. O trabalho, que não tem a ver com o relatório, embora, evidentemente, esteja reflectido em algumas das questões que estão apresentadas nesse memorando, mas que já estava preparado, já estava equacionado, já estava estudado e que vai ser apresentado”, adiantou.
O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), encomendado pelo Governo português, indica que há classes profissionais, entre as quais os elementos das forças de segurança, que “têm demasiadas regalias” e existem em “número excessivo”.
“As forças de segurança representam cerca de 17% do emprego público e a densidade das forças policiais (470 por cada 100 mil habitantes) está entre as mais altas da Europa”, refere o relatório, que dá ainda o exemplo de alguns países onde existiu uma fusão das polícias.
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