O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje em directo no Fórum TSF, que o pacote de medidas de ajuda a Portugal estará pronto até 16 de Maio, altura em que deverá ser apresentado na reunião do ECOFIN, aos ministros da economia e finanças dos 27. E diz que os portugueses ainda vão ter saudades do PEC face à austeridade que este pacote instaurará.
“Vamos ter saudades do PEC”, frisou José Sócrates, culpando o PSD pelo chumbo das medidas do plano nacional de austeridade: “Cometeu-se um erro de irresponsabilidade. Os partidos levantaram-se em conjunto para chumbar o PEC para agora ter um programa pior que o anterior. Isso é que eu não consigo compreender. O PSD actuou por cobiça de poder, achou que esse era o momento para ganhar eleições. Talvez se engane”.
Sócrates afirmou que o pacote de medidas avançado pela troika e negociado depois com os partidos será apresentado a 16 de Maio ao ECOFIN e pede paciência aos portugueses: “Compreendo que todos os portugueses estejam ansiosos. Mas para defender o país e a sua dignidade a negociação tem de ser discreta”.
O primeiro-ministro demissionário diz que a base do pacote de medidas será o PEC mas adaptado a novos aspectos políticos, financeiros e económicos que então surgiram e não teme um "não" da Finlândia.
Obras públicas avançam
Sobre a acusação da oposição em relação ao facto de não estar claro, no programa do PS, se as obras públicas programadas, como o TGV, avançam ou não neste contexto financeiro do país, Sócrates afirma que não podem parar.
"O país não pode parar. Portugal não pode aceitar a condição de país periférico. Não podemos abandonar a modernização de infraestruturas de transporte para estar mais perto dos mercados. mas temos de adaptar essas obras à realidade. Não podemos comprometer-nos com calendários porque não há financiamento assegurado." E acrescenta que a excepção é o troço do TGV entre Poceirão e Caia, que já tinha financiamento assegurado.
Iniciada a intervenção dos ouvintes no Fórum, a primeira intervenção, de uma estudante, vem sem perguntas: "O engenheiro é a força e a esperança deste país", disse, referindo o apoio à formação universitária deste executivo.

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