José Sócrates manifestou neste domingo muita curiosidade em saber como vai acabar a polémica entre Cavaco Silva e Miguel Sousa Tavares, que chamou “palhaço” ao Presidente que, por sua vez, apresentou queixa no Ministério Público.
No seu habitual comentário na RTP, o antigo primeiro-ministro revelou que a sua curiosidade se prende com o facto de, no passado, o Ministério Público “ter arquivado todas as queixas” de titulares de cargos públicos “por ofensas à honra e dignidade”.
“Se o Ministério Público decidir acusar Miguel Sousa Tavares tem de rever todos os seus critérios”, afirmou Sócrates.
Embora salientasse as diferenças na lei em relação a ofensas a instituição Presidente da República e a outros titulares de cargos públicos, o antigo líder do PS lembrou que as ofensas à honra também são crime.
“No passado foi tudo arquivado”, acrescentou, admitindo que algumas queixas foram apresentadas por si.
Sócrates estranhou também que muitos “tenham rasgado as suas vestes” no caso Cavaco-Miguel Sousa Tavares depois de no passado terem ficado calados.
“[No passado] existiram várias queixas que não foram acompanhadas pelo Ministério Público. (…) Espero que não tenha um duplo critério”, concluiu.

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