João Semedo, que será coordenador do Bloco de Esquerda a partir de domingo em paridade com Catarina Martins, recusou este sábado a estratégia política do PS de “um pé no memorando e outro na oposição” como solução alternativa para o país.
“Aos que nos acusam de empurrarmos o PS para a direita, pedimos que empurrem, por favor, o PS para a esquerda”, afirmou na VIII Convenção do partido que decorre em Lisboa. E acrescentou que o Bloco não aceitará ser uma espécie de “CDS do PS”.
“Há hoje uma nova maioria social que nos diz que está na hora da esquerda”, afirmou o deputado eleito pelo círculo do Porto.
Semedo reconheceu a dificuldade do desafio de construir um governo à esquerda, mas destacou a existência de uma maioria social que pede à esquerda que se dê “forma e corpo político a este combate maioritário”.
João Semedo descartou ainda a possibilidade de uma política de austeridade “em suaves prestações” e disse, numa referência assumida ao PS liderado por António José Seguro, que respeitar o memorando da troika é condenar a esquerda a não entender-se.
À cabeça de um governo de esquerda, colocou a ruptura com o memorando e não fechando a porta a ninguém – nem ao PS -, defendeu que não é possível uma estratégia política à esquerda que não partilhe desse compromisso.

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