Ribeiro e Castro diz que tem que confiar em “sinais de fumo” porque CDS-PP não reúne

Ribeiro e Castro pede diálogo no CDS Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo

O ex-líder do CDS-PP Ribeiro e Castro afirmou hoje que tem que confiar "em sinais de fumo" para compreender as medidas discutidas no seio do Governo, lamentando a falta de discussão interna de medidas como a taxa sobre as pensões.

"Isto são questões que têm que ser analisadas no quadro da comissão politica", afirmou à Lusa Ribeiro e Castro.

"Como era indispensável, no meu entender, que os deputados, o grupo parlamentar, tivessem reunido não uma mas variadíssimas vezes sobre estas questões e fosse fornecida abundante informação, para que as pessoas pudessem reflectir sobre ela e ter as suas próprias posições e puderem contribuir para as decisões colectivas, que depois são chamados a apoiar e a votar no quadro da maioria", sublinhou.

Para Ribeiro e Castro, vivem-se "períodos de um excesso de teatrinho e pouco institucionalismo", num clima de ´comentocracia´ em que "há comentadores que dão a ideia que sabem mais do que as pessoas que fazem parte dos partidos e das instituições".

"Infelizmente temos que andar a confiar em sinais de fumo, na leitura das estrelas, para conseguir compreender o que está em causa e eu não consigo perceber o que está em causa e portanto não vou emitir nenhum comentário sobre isso", afirmou, referindo-se à questão da taxa sobre as pensões.

"Acho muito importante a concertação social, acho muito importante o diálogo com o PS, mas também acho importante o diálogo dentro do CDS e também acho importante o diálogo dentro do PSD", afirmou

Ribeiro e Castro manifesta "perplexidade" por, mais uma vez, existir uma "aparente crise ou não crise, não se faz ideia, e as pessoas não têm instrumentos para se perceber o que é que se está a passar".

O porta-voz do CDS-PP manifestou hoje a "profunda convicção" de que a taxa sobre as pensões nunca será aplicada, afirmando que o partido "exigirá o respeito" pelo compromisso assumido em Conselho de Ministros, que não está dependente de outros cortes.

"Perante a exigência de que essa medida constasse do memorando de entendimento como medida obrigatória e vinculativa, o CDS assumiu que não teria condições de subscrever o memorando nessas condições, porque não poderia nunca subscrever a obrigatoriedade dessa medida", afirmou João Almeida aos jornalistas.

"Perante a evolução desse cenário e o facto de essa medida não constar como obrigatória no memorando, o CDS reitera que havendo um compromisso do Conselho de Ministros para que esta medida nunca seja aplicada, o CDS exigirá o respeito por esse compromisso", declarou.

O Conselho de Ministros reuniu-se no domingo para confirmar as condições necessárias ao fecho da sétima avaliação.
Uma fonte do Governo disse à Lusa que o CDS-PP "aceitou excepcionalmente" que "pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões".

Anteriormente, apontou uma outra fonte do executivo, "estava previsto que o Governo se comprometia a tomar a medida da TSU dos pensionistas", mas, em Conselho de Ministros, o executivo comprometeu-se em adoptar a medida "como último recurso" e apenas "se for necessário".

A 5 de Maio, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse não concordar com a nova contribuição sobre pensões e adiantou que o Governo ia negociar com a troika para encontrar medidas de redução da despesa do Estado equivalentes.

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