O PS apresentou esta segunda-feira na Assembleia da República propostas de flexibilização do pagamento dos subsídios por duodécimos, que “só deve ser obrigatório se o trabalhador o quiser”, afirmou o deputado socialista Nuno Sá.
“As nossas propostas, na sequência de declarações que fizemos e das audições dos parceiros sociais, vão no sentido de flexibilizar a proposta de lei de pagamento dos subsídios”, assinalou o deputado durante uma conferência no Porto.
Para Nuno Sá, “enquanto o Governo pretende a obrigatoriedade do pagamento dos subsídios em duodécimos, o PS entende que tal só deve ser obrigatório se o trabalhador o quiser”. “Ou seja, se o trabalhador se opuser a que o pagamento dos subsídios seja feito em duodécimos, deve ser dado o direito de opção final ao trabalhador. Não deve ser obrigatório”, frisou o também coordenador dos deputados socialistas na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho.
O Partido Socialista defende ainda que a Taxa Social Única, as contribuições e quotizações relativas à Segurança Social só devem ser “pagas no momento da realização integral dos subsídios”, para as empresas não serem “sobrecarregadas na sua tesouraria”.
“O que as empresas devem fazer é continuar a pagar as contribuições para a Segurança Social no momento em que pagam a totalidade dos subsídios”, acrescentou o deputado, segundo o qual o Governo pretende “uma antecipação de receitas para o Estado” para “depois maquilhar as suas execuções orçamentais trimestrais”.
Os socialistas apresentaram também uma proposta no sentido de a retenção na fonte ser uma retenção autónoma, ou seja, “não pode haver agravamento de escalões, não pode haver perda de rendimento para os trabalhadores com o pagamento em duodécimos”.
As propostas serão votadas em sede de especialidade na próxima quarta-feira. "O PS quer ver se o Governo quer usar mais um truque ou se está ao lado das famílias, dos trabalhadores e das empresas e se estiver deve aprovar estas propostas do PS”.
“O Governo do PSD/CDS-PP não pode aproveitar esta proposta de lei do pagamento dos subsídios em duodécimos para usar mais um truque contra os portugueses, iludindo a brutal carga fiscal que lança no Orçamento do Estado para este ano”, criticou o deputado.
A 27 de Dezembro, o Parlamento aprovou, por larga maioria, a proposta do Governo que visa o pagamento em duodécimos de metade dos subsídios de férias e de Natal no sector privado em 2013.
A proposta, votada na generalidade e entretanto aprovada, contou com os votos favoráveis das bancadas do PSD, CDS-PP e PS, com os votos contra do PCP, Bloco de Esquerda e do partido os Verdes e de quatro deputados do grupo parlamentar socialista.

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