Presidente da AR desafia partidos a assinar “carta de intenções” sobre reforma do Estado

A presidente da Assembleia da República lançou o repto e os deputados ficaram de pensar na proposta.

Assunção Esteves propõe aos partidos uma "carta de intenções" sobre a reforma do Estado Enric Vives-Rubio

Na reunião da conferência de líderes desta quarta-feira, Assunção Esteves desafiou os grupos parlamentares a desbloquear o impasse criado na posse da Comissão de Reforma do Estado.

A presidente do Parlamento propôs que os partidos se dispusessem a assumir numa “carta de intenções” a “explicitação das linhas do objecto da comissão”, por forma a ultrapassar o “contexto histórico” – a meta dos 4 mil milhões de euros de corte definida pelo Governo – que foi rejeitado pelos partidos da oposição.

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, confirmou à saída da reunião que existia “abertura” da maioria para “poder concretizar melhor o objecto da comissão”. Pouco mais acrescentou, uma vez que a reunião fora “inconclusiva”, pretendendo-se agora que os partidos ponderassem sobre a proposta.

Mas Carlos Zorrinho fez questão de frisar que, com o encontro de hoje, “não houve nenhuma evolução” no tema. O líder parlamentar do PS repetiu que o “PS continua indisponível para co-validar a proposta de corte de 4 mil milhões de euros”. E considerou mais importante que o Governo anunciasse aos portugueses, antes da chegada dos técnicos internacionais, “onde vai fazer esses cortes” que negociara com a troika.

Luís Montenegro confirmou entretanto que tenciona retomar o assunto nas próximas conferências de líderes, até para perceber a posição da oposição sobre a proposta de Assunção Esteves, que assinalou como positivo o facto de o seu desafio não ter sido recusado logo à partida: “Já foi bom que todos os deputados se dispusessem a pensar”, rematou.
 

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