Portugal perdeu centenas de milhões com suspensão da alta velocidade

Ministro das Obras Públicas de Sócrates afirmou que projecto do TGV poderia ter gerado 40 a 50 mil postos de trabalho

O antigo governante regressou à comissão de inquérito para explicar o que levou o Governo de José Sócrates a anular o concurso público relativo à construção da linha de alta velocidade Rui Gaudêncio

O antigo ministro das Obras Públicas António Mendonça afirmou esta terça-feira que Portugal perdeu centenas de milhões de euros com a suspensão do projecto de alta velocidade, que poderia ter criado entre 40 e 50 mil postos de trabalho.

“Eu julgo que o país perdeu muitas centenas de milhões de euros” com a suspensão do projecto de alta velocidade que estava também relacionado com a terceira travessia do Tejo e com o novo aeroporto, afirmou António Mendonça.

O antigo governante, que regressou esta terça-feira à comissão de inquérito para explicar o que levou o Governo, liderado por José Sócrates, a anular o concurso público relativo à construção da linha de alta velocidade, no troço Lisboa-Poceirão, em Setembro de 2010, respondia às questões colocadas pelo deputado do PS Manuel Seabra.

“Quanto perdeu o país pela não-execução deste projecto?”, perguntou o deputado socialista. “Quantos postos de trabalho poderiam ter sido criados?”

António Mendonça sustenta que, em termos de perdas, no caso concreto do troço Poceirão-Caia, “deverá rondar os 1800 milhões de euros perdidos” em fundos comunitários que, segundo o antigo ministro, “dificilmente poderão ser redireccionados para outros projectos”.

Relativamente à criação de postos de trabalho, António Mendonça disse que, “entre postos de trabalho directos e indirectos, apontava na altura para a casa dos 40 a 50 mil empregos relacionados com a execução dos projectos”.
 
 

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