Portugal “honrado” por ter servido no Conselho Segurança, promete voltar

"Foi uma honra acompanhar todos vocês durante estes dois anos", disse Portas na ONU.

"Confio que estivemos à altura da confiança depositada em nós, há dois anos", disse Portas Foto: Rui Gaudêncio

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, afirmou hoje, em Nova Iorque, que "foi uma honra" para Portugal servir desde 2011 no Conselho de Segurança da ONU, organismo a que prometeu voltar a breve trecho.

 

Para a sua última intervenção no Conselho de Segurança da ONU durante o mandato de dois anos de Portugal, o ministro Paulo Portas escolheu um debate sobre operações de manutenção de paz da ONU, em que foi o orador de mais alto nível, juntamente com um secretário de Estado indiano.

"Foi uma honra acompanhar todos vocês durante estes dois anos. Mais cedo do que tarde, acho que vamos voltar", prometeu Portas.

O mandato de dois anos de Portugal no Conselho de Segurança termina a 31 de Dezembro.

O lugar de membro não-permanente foi conquistado no final de 2010, depois de uma renhida corrida contra a Alemanha e o Canadá, país que acabou por ser afastado.

Na sua intervenção, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que foram "dois anos particularmente intensos", com importantes decisões sobre transições democráticas na Líbia, a cujo painel de sanções Portugal presidiu, ou Iémen.

"Confio que estivemos à altura da confiança depositada em nós, há dois anos", disse Portas.

O ministro esteve esta manhã reunido com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com quem discutiu as situações no Médio Oriente e em países lusófonos, como Guiné-Bissau e Timor-Leste.

As "lutas" de Portugal no Conselho, adiantou, foram a resolução de disputas, promover a Democracia e Direitos Humanos, protecção de civis, sobretudo mulheres e crianças, contribuir para operações paz, "diálogo e reconciliação, tolerância religiosa e cultural, liberdade igualdade e justiça para todos".

O ministro lamentou que, no caso da Síria, o Conselho tenha sido incapaz de contribuir eficazmente para a cessação de violência e lançar um processo democrático.

A paz entre Israel e Palestina, baseada numa solução de dois Estados, "continua num impasse", embora o reconhecimento da Palestina como Estado observador não-membro da ONU "relance negociações credíveis entre as partes, para chegar a um acordo abrangente".

Em África, as crises na República Democrática do Congo, Mali e Sahel representam "novos desafios" para o Conselho, que conseguiu a estabilização da Serra Leoa, Costa do Marfim, Libéria, e Sudão do Sul, frisou.

O ministro salientou ainda a "história de sucesso" do povo timorense e da ONU na manutenção e consolidação da paz no território e o "particular orgulho" de Portugal por ter "participado activamente neste empreendimento".

 

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