O presidente do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu nesta seta-feira a necessidade de colocar os produtos dos Açores no “GPS das exportações”, garantindo que fará todos os possíveis no quadro da tutela da AICEP que tem como ministro dos Negócios Estrangeiros.
“Precisamos de por os produtos, as marcas e as empresas dos Açores no GPS das exportações. O que eu puder fazer por isso no quadro da tutela da AICEP [Agência para o Investimento e comércio Externo de Portugal] farei porque é importante que os bons produtos dos Açores integrem uma estratégia nacional para aumentar e diversificar as exportações”, afirmou Paulo Portas.
O líder do CDS/PP falava aos jornalistas em S. Miguel, nos Açores, depois de ter reunido com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada e com a Associação Agrícola de S. Miguel.
Para Paulo Portas, os Açores “são essenciais para a definição de uma estratégia para Portugal”, frisando que o país precisa de aumentar as suas exportações como forma de responder à actual situação de crise.
Nas declarações que prestou aos jornalistas, Paulo Portas manifestou ainda satisfação com a escolha de uma personalidade dos Açores na equipa nacional que vai definir a estratégia do país nas negociações da Política Agrícola Comum (PAC).
“Em Portugal, há economias regionais que dependem muito da agricultura, uma das quais é a dos Açores”, afirmou, acrescentando, por isso, ser “importante que a voz dos Açores esteja presente na defesa do interesse nacional e regional no quadro das negociações da PAC”.
Relativamente ao sector do leite, de especial importância nos Açores, Paulo Portas considerou ser importante a defesa dos interesses da economia regional no quadro do fim das quotas leiteiras.
“Sempre entendi que havia uma precipitação na decisão da União Europeia, em 2008, sobre as quotas leiteiras e que era preciso ter cuidado com uma economia regional como a dos Açores, tão ligada ao leite”, afirmou.
Nesse sentido, manifestou satisfação por “estar a ser feito um esforço, que é difícil porque se trata de conseguir alterar uma decisão já tomada, para proteger melhor os interesses de Portugal e da economia açoriana na questão do leite”.
“Não é possível dar garantias de êxito numa tentativa de alterar alguns aspectos que podem causar dano aos Açores, mas é possível garantir que se faz um esforço para evitar esses danos”, frisou, salientando que “nas decisões sobre o leite, é importante que uma economia como a açoriana seja defendida”.

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