Poiares Maduro diz que ausência de consenso não pode justificar inacção política

"Procura de consenso", pede governante.

Poiares Maduro: "Nenhuma democracia sobrevive quando tudo é sistematicamente contestado" Miguel Manso

O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, afirmou nesta sexta-feira que a ausência de consenso não pode servir de justificação à "inacção" política e reiterou que é opção do Governo ficar no euro.

"A ausência de consenso não pode servir de justificação à inacção política. Aquilo a que este Governo, qualquer Governo, está obrigado é a uma genuína procura de consenso. Mas o consenso não pode ser fictício", disse Poiares Maduro numa intervenção proferida na conferência Consensus e Reforma Institucional, a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O governante enfatizou que "a opção deste Governo é clara: ficar no euro", mas, para tal, "é preciso assumir certas regras do jogo".

Considerou, a propósito, que "o consenso é mais do que imprescindível". Num discurso de 13 páginas na qual a palavra de eleição é consenso, Poiares Maduro afirmou: "Para mim a política não faz sentido sem consenso, mas a política também não pode ser reduzida ao consenso".

Referiu que "sem cooperação e genuína procura de consenso, a política democrática deixa de regular os conflitos e passa a ser antes a sua origem".

"Nenhuma democracia sobrevive quando tudo é sistematicamente contestado. E nenhum Estado pode ser eficiente se tudo é constantemente alterado", advertiu o ministro-Adjunto.

Segundo o responsável, "sem consenso institucional a democracia não funciona. E, colocada perante a necessidade de fazer escolhas institucionais, não sobrevive, se não for capaz de consensualizar as reformas a fazer".

Salientou ainda que "é um erro pensar que os problemas começaram ontem", uma vez que Portugal deixou de crescer no ano 2000 e não procurou um "consenso genuíno" aquando da adesão à moeda única.

 

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