O deputado da CDU-Madeira, Edgar Silva, salientou que a Assembleia Legislativa viveu esta terça-feira “um momento histórico”, porque pela primeira vez o PSD não tinha maioria e perdeu a votação de um diploma em plenário.
Para o parlamentar comunista, esta foi “uma vitória do parlamentarismo”, visto que devido à ausência de quatro dos 25 elementos da bancada do PSD, designadamente Jaime Ramos, Miguel de Sousa, Paulo Fontes e Nivalda Gonçalves, a maioria social-democrata na Assembleia Legislativa da Madeira não conseguiu rejeitar a proposta da discussão do processo de urgência do diploma da CDU.
Na altura dessa votação estavam na sala 21 dos 25 deputados do PSD, enquanto na oposição votaram 22 parlamentares.
O diploma, que visava a criação de um programa SOS/Criança para protecção das crianças contra a exploração e abusos sexuais, acabou depois por ser rejeitado com os votos da bancada da maioria PSD e favoráveis dos restantes partidos da oposição.

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