Pedido de fiscalização do Orçamento feito pelo PCP, BE e PEV "brevemente" no TC

Líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, não quis comentar pedido de fiscalização feito pelo Presidente da república, Cavaco Silva.

Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, garante que a iniciativa está aberta aos deputados socialistas Pedro Cunha

O líder parlamentar comunista afirmou esta quinta-feira que “brevemente” chegará ao Tribunal Constitucional (TC) o pedido de fiscalização do Orçamento do Estado para 2013. O documento será subscrito pelo PCP, BE e Verdes. E terá “mais dúvidas” do que as manifestadas pelo Presidente da República.

Bernardino Soares falava aos jornalistas à saída da conferência de líderes parlamentares, na Assembleia da República, tendo sido questionado sobre quando chegará ao TC o pedido de fiscalização sucessiva do Orçamento para 2013, em que PCP, BE e Verdes estão a trabalhar em conjunto.

“Será brevemente. Há um período de reflexão para termos o melhor pedido possível para ser considerado positivamente pelo TC”, afirmou. Bernardino Soares acrescentou que este pedido ao Constitucional terá “certamente mais dúvidas do que as que o senhor Presidente da Republica apresentou”, escusando-se a avançar mais detalhes.

Em relação à possibilidade de deputados do PS subscreverem este pedido de fiscalização, respondeu: “Como já foi dito tanto pelo PCP como pelo BE, uma vez acordado o texto entre os três partidos - BE, PCP e Verdes -, naturalmente ficará aberto a outras subscrições”.

Os jornalistas questionaram também o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, sobre a decisão do Presidente da República de enviar o Orçamento para o TC e sobre as normas que levantam dúvidas a Cavaco Silva. Nuno Magalhães escusou-se a fazer comentários, dizendo que está em causa um “poder” e um “direito” do Presidente e que, por outro lado, o vice-presidente do CDS, Nuno Melo, já tinha falado publicamente em nome do partido.

Ainda em resposta a questões dos jornalistas, Nuno Magalhães reiterou a disponibilidade do CDS para alterar o diploma relativo às indemnizações por despedimento, de forma a ser encontrada uma “solução consensual” que seja “aceitável por todas as partes” e “vá de encontro” aos compromissos assumidos com a troika, mas também no seio da concertação social, nomeadamente com a UGT.

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