PCP e BE vão entregar um pedido conjunto de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013, disse nesta quinta-feira o coordenador bloquista João Semedo.
"Estamos a trabalhar neste momento num texto comum, num texto conjunto, que visa solicitar a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado de 2013 e esse é um projecto de uma dimensão política bastante importante. Pode ter consequências importantes no futuro e é isso que neste momento estamos ambos empenhados”, afirmou João Semedo.
O coordenador do BE falava aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pedida pelo Bloco, na sede dos comunistas em Lisboa.
Acompanhado pela também coordenadora do partido Catarina Martins, pelo líder da bancada, Pedro Filipe Soares, e pela deputada Ana Drago, João Semedo acrescentou que o texto que está a ser preparado por deputados comunistas e bloquistas “não é fechado à assinatura de qualquer outro deputado, nomeadamente de deputados socialistas que o queiram também subscrever”.
Os grupos parlamentares do PCP, com 14 deputados, do Bloco, com oito, e do PEV, com dois, somam 24 deputados, mais um do que o mínimo exigido por lei, 23.
Por seu lado, o secretário-geral do PCP reafirmou a convicção de que o OE para 2013 é inconstitucional e advertiu que o PCP subscreverá um pedido de fiscalização sucessiva “preciso e conciso” que, “sendo aberto a todos”, tenha “a segurança dos seus conteúdos e objectivos”.
Sobre o resultado da reunião, João Semedo disse que o encontro se insere no esforço de “aproximação, acção comum e convergência” feito pelo BE para construir uma “alternativa política” ao Governo e afirmou que existe uma “relação fácil com o PCP”.
"Nós temos uma relação fácil e próxima com o PCP, nomeadamente na Assembleia da República. Esse diálogo potencia as nossas forças e aproxima-nos mais dos objectivos que temos de demitir o Governo, realizar eleições e abrir caminho para um Governo de esquerda”, acrescentou.
Do lado do PCP, Jerónimo de Sousa destacou que existem “pontos de vista comuns”, sobretudo “em sede da Assembleia da República” e afirmou que os comunistas procuram convergências “em relação à exigência de uma nova política, à renegociação da dívida e à demissão do Governo”, que disse ser “uma questão de urgência e emergência”.

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