Passos Coelho: "Temos dado sentido aos sacrifícios"

"Uma oposição mais amadurecida e responsável", afirmou Passos Coelho Foto: Vasco Célio

Sem uma palavra sobre RTP ou sobre o estado da coligação, o primeiro-ministro fez este domingo, no discurso da rentreé, um balanço do que o Governo já fez para reconquistar autonomia financeira e concluiu que Portugal está no bom caminho. Mais: Portugal "não está a viver qualquer ciclo vicioso de recessão".

"Temos cumprido e dado sentido aos sacrifícios e esforços dos portugueses, que estão a valer a pena e a revelar um país que sabe governar e que sabe para onde quer ir. Um país que cada vez menos é citado pelas más razões e que cada vez mais é referenciado pelos bons exemplos", afirmou Passos Coelho, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

Na sala do cine-teatro local, Passos Coelho rejeitou a ideia de que o país esteja a viver "qualquer ciclo vicioso de recessão". Reconheceu que as receitas fiscais não corresponderam ao previsto, mas salientou a diminuição da despesa pública. "Não deixa margem para duvidar de que o Governo está a cumprir o seu compromisso de cortar a despesa do Estado e a consolidar as finanças públicas", afirmou.

Já para o debate do próximo Orçamento do Estado, o primeiro-ministro deixou um recado para o PS, embora sem nunca se referir aos socialistas. "Uma oposição mais amadurecida e responsável", depois de no ano passado essa oposição ter assumido uma "infantil recusa da realidade" de que a proposta para 2012 continha "demasiadas almofadas".

À saída da sessão, Passos Coelho escusou-se a falar aos jornalistas sobre a avaliação da troika, por estar a decorrer, e a comentar as declarações do Presidente da República, com quem vai retomar os encontros de trabalho amanhã. À entrada do edifício, longe dos jornalistas, um popular perguntou-lhe se o primeiro-ministro viria fazer um anúncio de mais um imposto, ao que Passos Coelho respondeu que este não seria o momento para fazer esse tipo de intervenção. Não houve anúncios, o tom foi mais de balanço.

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