A Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) considerou nesta sexta-feira que o ministro da Defesa, Aguiar-Branco, põe em causa o futuro do sector quando defende a sua sustentabilidade através de cortes no pessoal militar.
Na quinta-feira, numa conferência em Coimbra, o ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas não são sustentáveis “tal como estão”, advogando mais gastos no “produto operacional”, mas, em contrapartida, mais cortes nos recursos humanos.
“As Forças Armadas estão praticamente paralisadas, no que tem a ver com a manutenção e com a operação (...). Agora, só faltava entrar pela área de pessoal e reduzir as Forças Armadas a uma expressão que lhes tirava todo o sentido como Forças Armadas e o papel que a Constituição da República Portuguesa lhes confere”, criticou, numa reação à agência Lusa, o presidente da AOFA.
Pereira Cracel apontou, a este propósito, que “nenhuma estrutura na Administração Pública sofreu tantas reestruturações depois do 25 de Abril como as Forças Armadas”, desde, descreveu, cortes de efectivos, salários e promoções.
O ministro da Defesa entende que, além da redução de 10 por cento no efectivo militar imposto pela “troika” internacional, é possível fazer mais ajustamentos nas Forças Armadas para garantir a operacionalidade.

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