O ex-director de Informação da RTP classificou de “grave e infundada” a conclusão do inquérito interno que o aponta como o responsável pela autorização para que os elementos da PSP vissem, nas instalações da TV pública, as imagens da carga policial.
Em comunicado, Nuno Santos diz estar a “analisar de forma exaustiva” com o advogado “a acusação grave e infundada que, de forma ligeira e não substanciada, me foi hoje [esta quarta-feira] feita pelo Conselho de Administração da RTP”.
Mas só amanhã deverá anunciar uma “posição detalhada” sobre o inquérito pedido pela administração. E realça que “apenas após grande insistência” foi ouvido neste processo de apuramento dos factos, conduzido pelo departamento jurídico da estação. “Fui ouvido tendo sido previamente informado que o meu depoimento nada acrescentava porque ‘os factos estavam apurados’”, acrescenta ainda.
Nuno Santos remata o comunicado de três parágrafos com algumas considerações. “Vivemos um momento grave. No jornalismo, na empresa e no país. A RTP é uma entidade com especiais responsabilidades na vida nacional. É preciso, antes de qualquer pronunciamento público, ter em conta esse facto e tudo o que ele implica.”
Na sequência das conclusões do inquérito interno, a administração decidiu exonerar o resto da direcção que não se demitiu com Nuno Santos: o director adjunto Vítor Gonçalves, e o subdirector, Luís Castro.

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