As eleições presidenciais do próximo fim-de-semana não foram divulgadas junto da comunidade portuguesa nos Estados Unidos e deverão registar pouca participação, segundo representantes daquela comunidade.
Manuel Carrelo, conselheiro das Comunidades Portuguesas nos Estados Unidos, afirma que "não houve qualquer divulgação do acto eleitoral junto das associações comunitárias para sensibilizar as pessoas ao voto".
"Nas legislativas, as pessoas ainda votam porque recebem o boletim de voto em casa no correio, mas nas presidenciais o voto presencial, só nos consulados, é desmobilizador", diz este conselheiro.
José Morais, outro dos conselheiros nos Estados Unidos, diz não compreender a razão pela qual não passam "spots informativos" na RTP Internacional, apelando ao voto e indicando os locais, criticando também o facto de não se poderem abrir assembleias de voto nas associações.
O preço de votar
Manuel Silva, do Clube Português de Yonkers, uma das maiores comunidades da área de Nova Iorque, critica as dificuldades a que está sujeito quem pretende votar.
"Quem é que se vai deslocar uma hora de carro [até ao Consulado em Nova Iorque] para ir votar a um sítio onde para se estacionar se tem que pagar 30 ou 40 dólares?", pergunta Manuel Silva.
Já para Jorge Santos, do Clube Português de Mount Vernon, o desinteresse dos emigrantes pelas eleições presidenciais deve-se também ao facto de os presidentes "nunca terem querido saber da emigração".
Apenas Cavaco Silva e Fernando Nobre nomearam representantes das suas candidaturas nos Estados Unidos. O actual Presidente tem no ar pequenos spots na SPT Portuguese Televison de Newark, Nova Jérsia, distribuída por satélite para todo o país.

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