O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, vai reunir-se com os coordenadores das bancadas do PSD e do CDS-PP na terça-feira para projectar a “sessão legislativa”, disse hoje o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro.
Na primeira reunião da bancada do PSD após as divergências públicas entre os partidos da coligação terem levado a encontros entre dirigentes de ambos os partidos e à criação de um Conselho de Coordenação da Coligação, Luís Montenegro sublinhou que a “coligação está coesa”.
“O objectivo é projectar esta sessão legislativa que está no seu início, de forma a preenchermos aquela que é a nossa responsabilidade”, afirmou o líder da bancada do PSD aos jornalistas, à saída de uma reunião do grupo parlamentar.
“Nós temos dois grupos parlamentares que têm uma organização interna, temos coordenadores em todas as comissões parlamentares e este encontro que nós fazemos internamente já há algum tempo terá agora a participação do ministro dos Assuntos Parlamentares, que já cá esteve nas reuniões do grupo parlamentar do PSD e do CDS-PP, com todos os deputados e não apenas com os coordenadores, em três ocasiões”, sustentou.
Luís Montenegro sublinhou que o grupo parlamentar do PSD “tem tido ocasião de ter uma articulação quotidiana com o Governo e também em vários momentos com a presença de membros do Governo nas reuniões com os deputados”.
“Creio que nos anteriores períodos em que estivemos na governação, nunca tantos membros do Governo e tantos ministros estiveram reunidos connosco para dialogar e explicar as medidas e também receber os contributos dos grupos parlamentares”, disse.
O líder da bancada afirmou acreditar que “o país sabe que a coligação de Governo está coesa, que houve algumas dificuldades que foram ultrapassadas” e que estão neste momento “todos empenhados em construir opções no âmbito do próximo Orçamento do Estado”.
Essas opções devem “salvaguardar o cumprimento das metas”, com concretizadas em “medidas justas”, reconhecendo que “serão sacrifícios das pessoas, das famílias e das empresas, mas que têm um reflexo no futuro”, com a recuperação da “soberania económico-financeira” e “mais prosperidade nos próximos anos”.
Questionado sobre a existência de mais impostos, Luís Montenegro referiu-se ao acórdão do Tribunal Constitucional, que declarou inconstitucionais os cortes dos subsídios de Natal e de férias aos funcionários do sector público, afirmando que essa medida de corte nos 13º e 14º meses “terá que ser substituída”.
“Temos um momento de grande dificuldade pela frente, mas naturalmente não vamos fugir às nossas responsabilidades com os eleitores, que confiaram em nós há um ano, que nos concederam este projecto de mudança que queremos levar a cabo em Portugal”, declarou.

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