Mendes Bota pode ser candidato à câmara de Faro

A candidatura de Mendes Bota à Câmara de Faro faz parte dos planos do PSD caso Macário Correira não possa avançar

Seria o regresso do antigo autarca de Loulé à política local que o catapultou para a Assembleia da República e Parlamento Europeu.

A candidatura de Mendes Bota à Câmara de Faro faz parte dos planos do PSD, caso o Tribunal Constitucional se pronuncie, como o Supremo Tribunal Administrativo (STA), pela perda de mandato de Macário Correia. A festa do Pontal da passada terça-feira foi palco de jogos de influência tornados públicos pela movimentação "cénica" de alguns protagonistas.

Macário Correia chegou atrasado, ficou numa mesa afastado do líder do PSD, Passos Coelho, e de outras duas com dirigentes nacionais do partido. O presidente da Câmara de Faro não chegou a cumprimentar os notáveis. Quem esteve na primeira linha foi o deputado Mendes Bota. No final da sessão, conversou sobre a situação da Câmara de Faro com o secretário-geral, Jorge Moreira da Silva. Quando foi conhecida a decisão do STA, Moreira da Silva afirmou que "aguardava serenamente" pelo recurso do autarca para definir a recandidatura de Macário.

Mendes Bota, antigo presidente da Câmara de Loulé, nas últimas autárquicas já admitira a hipótese de se candidatar a Faro. "A minha terra é Loulé, a minha cidade é Faro", afirmou, dizendo que não "fechava portas" a esse desafio. Na altura venceu Macário Correia na corrida para a liderança do PSD/Algarve. Ultrapassada essa disputa, Bota acabaria por dar o apoio ao então presidente de Tavira para a candidatura a Faro contra o socialista José Apolinário. Durante esta legislatura, Bota nunca escondeu que gostaria de voltar a ser eurodeputado. Pelo meio deixou cair, ou congelou, a bandeira da regionalização, seguindo a corrente vigente no partido.

Também Luís Villas-Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão, é recorrentemente falado no PSD como putativo candidato a presidente de município de Faro. Contudo, os contactos não passaram de meras abordagens circunstanciais. Os apoios políticos de Villas-Boas, resumem-se, por enquanto, ao secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa.

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