Marques Mendes saúda visita de Merkel e revela parte da agenda

Comentador defende que líder alemã deve ser saudada e não hostilizada.

Marques Mendes afirmou nesta quinta-feira que Angela Merkel deve ser saudada e não hostilizada na sua visita a Portugal e revelou parte da agenda da chanceler alemã.

No seu habitual comentário no jornal da TVI24 "Política Mesmo", o antigo presidente do PSD lembrou que se trata da visita da chanceler de um país amigo, de um líder da União Europeia e uma oportunidade para Angela Merkel conhecer melhor Portugal e até de ouvir as queixas dos portugueses.

O conselheiro de Estado de Cavaco Silva salientou a importância dos encontros políticos que a chanceler alemã vai ter em Portugal, mas classificou como momento alto o encontro que terá com empresários portugueses e alemães. E aqui, Mendes revelou quem irá intervir nessa reunião: Faria de Oliveira, pelos bancos; José Honório, o presidente da Portucel; o presidente da CIP, António Saraiva, e do lado alemão o presidente do Deutsche Bank.

Mendes aponta porém um reparo no programa da visita de Merkel: o facto de não se encontrar com o secretário-geral do PS. “Seguro é o líder da oposição e, depois, é o representante do partido que pediu e negociou, em nome do Estado Português, o resgate. (...) Não havia necessidade.”

Políticos que não estudam

O ex-líder social-democrata comentou também as críticas ao facto de ter revelado na passada semana alguns detalhes sobre a reforma do Estado. Mendes diz que deu duas novidades - distribuição dos cortes por sectores do Estado e chegada dos assessores técnicos do FMI -, mas acrescentou que tudo o resto já era conhecido. Mendes recordou mesmo que quem deu a novidade da vinda dos técnicos do FMI foi o ministro das Finanças no Parlamento e ninguém lhe perguntou nada.

"E depois ficaram todos muitos escandalizados por eu ter dito que já cá estavam os homens do FMI, quando tiveram o ministro das Finanças à frente e não lhe perguntaram nada", acrescentou.

Para Mendes, as críticas, especialmente as vindas de políticos, acontecerem por estes se terem habituado “a não estudar e a não trabalhar”.

“Se estudassem”, acrescentou, “sabiam que já estava a anunciada a vinda dos técnicos do FMI [Fundo Monetário Internacional] e do Banco Mundial”.

O social-democrata disse ainda que “uma grande parte dos políticos actuais, em todos os partidos, vive de slogans e de sound-bytes”. E, para Mendes, o mestre na “arte do slogan” é Seguro: “Até muda de slogan com facilidade. Antes dizia, ‘é preciso mais tempo e mais dinheiro’. Agora diz, ‘é preciso mais tempo e menos juros’. Por que é que mudou? Porque alguém do marketing lhe disse que era impopular falar de mais dinheiro. (...) Eu chamo a isto políticos de plástico."
 
 

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