O ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes disse hoje ser “inevitável” uma “refrescadela de caras, ideias e de estruturas para que o Governo tenha uma nova dinâmica”, já que “está desgastado e desanimado”.
O social-democrata sublinhou, contudo, que a remodelação não é suficiente, sendo necessário que o Governo aproveite esta oportunidade de alguma acalmia política, depois de algum tumulto, para estabelecer uma nova relação com o país e os portugueses”.
A margem do último dia das Jornadas Nacionais de Comunicação Social, em Fátima, Marques Mendes lembrou que “não é o actual Governo que é o réu”, já que encontrou o país “quase na bancarrota e condicionado na sua liberdade de decisão”, mas recomendou ao executivo liderado por Pedro Passos Coelho que abandone “alguma frieza tecnocrática”.
Para o ex-líder do PSD “não há outra solução: “Temos que confiar que o Governo vai ter outra relação com o país, tomar as medidas que são indispensáveis, mas partilhando-as com os portugueses”.
Afinal, salientou, “os portugueses podem não gostar de apertar o cinto, mas se forem explicadas, compreendem”, porque “ninguém gosta de ser maltratado com arrogância, deslumbramento, secura e alguma frieza”.
O ex-governante e actual Conselheiro de Estado avisou ainda que “não restam alternativas a este Governo” -”Não podemos entrar em crises políticas e em aventuras”, disse.

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