Marcelo lança nome de Marques Mendes para lugar de Relvas

Marcelo diz que há no PSD um “estado de espírito inquieto e rebelde” em relação ao Governo Foto: Nuno Ferreira Santos

Marcelo Rebelo de Sousa diz que Passos Coelho precisar “encontrar um ministro a sério" para ocupar o cargo de ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Com vídeo

No comentário semanal de domingo na TVI, o antigo líder social-democrata notou que o problema de Relvas já “não é nem sequer o parecer” da Universidade Lusófona onde se fundamenta a decisão de atribuir as equivalências, mas o “ruído” que se gerou à volta do caso, com várias vozes da direita a pedirem a demissão do ministro.

“Não há ministro da Presidência no Governo e Passos Coelho precisa de um”, enfatizou, para depois acrescentar que o primeiro-ministro deve “encontrar um a sério”.

Apesar de considerar que o Governo “tem um buraco” no cargo ocupado por Miguel Relvas, Marcelo diz que Passos Coelho “vai tentar o mais possível resistir a remodelar o Governo” até às eleições autárquicas de 2013.

Marcelo Rebelo de Sousa não referiu directamente se acredita que Miguel Relvas vai sair do executivo, mas insistiu que o caso “é para o Governo um desgate na sua credibilidade”.

Para o comentador político, “quando quer que seja a remodelação”, há dois antigos ministros do PSD que poderiam ocupar as funções que Miguel Relvas desempenha no Governo, como braço-direito de Passos Coelho: Nuno Morais Sarmento, ministro da Presidência dos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, e Luís Marques Mendes, por ter sido ministro-adjunto de Cavaco Silva e ministro dos Assuntos Parlamentares de Barroso.

Em relação a Nuno Morais Sarmento, Marcelo considera que tem o problema de “não ser propriamente um ‘passista’ empático”. Sobre Luís Marques Mendes, diz que tem a vantagem de ter ocupado aqueles dois cargos governamentais, de ter sido líder do PSD e de “conhecer o que é a coordenação política”.

Marcelo disse ainda que há neste momento no PSD um “estado de espírito inquieto e rebelde” em relação ao Governo, que foi notório na reunião do Conselho Nacional do PSD.

Ainda sobre o caso Relvas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a fundamentação do parecer que está na origem da atribuição das equivalências a Miguel Relvas é “muito fraca”. “Aquele conjunto de créditos é dado a seco”, referiu.

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