Manifesto defende primárias e listas eleitorais nominais

Documento assinado por 60 personalidades de várias áreas, incluindo Manuel Maria Carrilho, Rui Tavares e João Gil.

Rui Tavares é um dos subscritores do manifesto Ana Ramalho

O manifesto pela democratização do regime, que vai ser formalmente apresentado na próxima terça-feira na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, defende leis eleitorais transparentes, eleições primárias abertas aos cidadãos na escolha dos candidatos a todos os cargos políticos e o voto nominal obrigatório nas listas partidárias. O documento é assinado por 60 personalidades de vários quadrantes e áreas, da política ao ensino, da economia à arquitectura, da advocacia à investigação.

“A ideia partiu de um conjunto de democratas que, em conversa uns com os outros, chegaram à conclusão de que a raiz dos problemas que o país enfrenta reside na forma como funciona o nosso sistema político”, disse à agência Lusa o empresário Henrique Neto. “Chegámos à conclusão de que, sem uma profunda reforma do sistema político, dificilmente teremos Governos com experiência, sabedoria e ética capazes de governar bem o país”, destacou o empresário.

Depois de aquilatar as reacções ao manifesto, este grupo pretende constituir-se como movimento com o objectivo de tornar a democracia portuguesa efectiva e participada. “Já não está em causa aderir à Europa, mas participar no relançamento do projecto europeu; não está em causa governar, mas corrigir um rumo que nos conduziu à actual crise e realizar as mudanças que isso implica”, lê-se no texto.

Entre os signatários do manifesto figuram os ex-ministros Veiga Simão e Manuel Maria Carrilho, os antigos deputados socialistas Eurico Figueiredo e Edmundo Pedro, o ex-parlamentar do PSD Fernando Condesso, o eurodeputado e historiador Rui Tavares, o coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, o encenador Hélder Costa e o músico João Gil.
 

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