Joana Mortágua: “Não nascemos para ser gueto”

O Bloco de Esquerda (BE) deve ter “os dois pés na esquerda”. Joana Mortágua entende que o crescimento do partido, com vista à formação de um governo, está longe do centro político. “Quando o Bloco cresceu mais foi quando se demarcou mais do centro, em 2009”, lembrou na convenção, neste sábado. Mas alertou: “Não nascemos para ser gueto”.

“Sabemos que a pureza não faz maioria”, afirmou. Joana Mortágua apontou o Syriza, e os resultados conseguidos nas últimas eleições legislativas na Grécia, não como modelo, mas como fonte de aprendizagem: “O nosso futuro não se escreve em grego. Mas as lições da Grécia estão aí para quem as quiser aprender.”

Considerando que “a crise levou a direita a radicalizar-se”, Joana Mortágua defendeu uma clarificação absoluta do posicionamento do partido – à esquerda. “O tempo é urgente”, disse. E rejeitou culpas dos partidos mais à esquerda na formação de um governo de esquerda.

“Mais de 30 anos depois, sabemos que do centro nunca saiu um governo de esquerda. Todos os governos do centro traíram a esquerda. E não nos venham dizer que foi por falta de declarações de amor”, afirmou a actual presidente da UDP, numa das mais aplaudidas intervenções do regresso aos trabalhos na VIII Convenção do BE, na tarde deste sábado.

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