Jerónimo de Sousa manifesta "admiração e solidariedade" a Hugo Chávez

Jerónimo manifestou solidariedade a Chávez Rui Gaudêncio

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enviou esta quinta-feira uma mensagem ao Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, hospitalizado desde Dezembro, a quem manifesta "admiração e solidariedade" no dia em que deveria ter tomado posse para novo mandato.

 
 
 



Uma nota do PCP enviada aos meios de comunicação social revela que Jerónimo de Sousa "enviou hoje uma mensagem de solidariedade" a Hugo Chávez, "onde lhe transmite em seu nome pessoal e em nome do Partido Comunista Português, o mais sincero desejo de melhoras e pronto restabelecimento da sua saúde".
 
"Neste momento marcante para a Venezuela, gostaríamos de reafirmar a nossa admiração e solidariedade para com a revolução bolivariana e saudar a luta e a unidade dos trabalhadores e do povo venezuelano em defesa e no prosseguimento das suas conquistas, da sua soberania nacional, do presente e futuro da sua pátria", escreveu Jerónimo de Sousa a Chávez, segundo a mesma nota divulgada pelo PCP.
 
Hugo Chávez, de 58 anos, no poder desde 1999, foi reeleito Presidente a 7 de Outubro e a tomada de posse estava marcada para esta quinta-feira, o que não acontecerá por o Presidente venezuelano estar hospitalizado em Havana.
 
Chávez já não aparece em público desde 11 de Dezembro do ano passado, altura em que foi submetido a nova cirurgia, em Cuba, por causa de um cancro, após a qual terá desenvolvido uma infecção pulmonar.
 
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela considerou na quarta-feira que não é necessário que Hugo Chavez tome posse esta quinta-feira, considerando que pode fazê-lo mais tarde perante este órgão judicial. Este tribunal avalizou assim a tese que defende que a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República, marcada para esta quinta-feira, é um "formalismo" que o Presidente pode cumprir quando acabar a recuperação à operação cirúrgica.
 
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela afastou ainda a possibilidade de convocar, neste momento, uma junta médica para avaliar o estado de saúde de Chávez. "O Presidente da República foi claro ao solicitar uma autorização para se ausentar do país" para se submeter a uma operação, que teve lugar a 11 de Dezembro, e dadas as complicações do pós-operatório solicitou nova autorização, a qual foi aprovada pela Assembleia Nacional, disse a presidente do tribunal, Luísa Estella Morales, numa conferência de imprensa, transmitida pela rádio e televisão públicas.
 

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