General Chaves não recebeu associações militares

Agenda impediu que militares fossem recebidos pelo assessor para a Segurança Nacional.

As associações socioprofissionais de militares entregaram esta tarde a carta de protesto, mas não a quem pretendiam. À espera dos dirigentes da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), Associação Nacional de Sargentos (ANS) e Associação de Praças (AP) não estava o major-general Chaves, assessor do primeiro-ministro para a Segurança Nacional, conforme fora solicitado pelas entidades. A justificação dada foi a da dificuldade de agenda.

Os militares entregaram, apesar disso, a carta de protesto aprovada numa assembleia realizada a 6 de Março, em Almada. Nas proximidades da residência oficial – as concentrações são cada vez mais afastadas do edifício por imposição policial – concentraram-se cerca de duas centenas de militares. Que estavam ali presentes “Pela Soberania Nacional”, como se lia numa faixa. E contra a “desarticulação e descaracterização” das Forças Armadas, conforme estava escrito na missiva entregue, que receiam vir a dar-se com a anunciada reforma das FA.

Recentemente tornou-se público que o assessor do primeiro-ministro faria parte de uma Comissão de Acompanhamento da Reforma, o que dava outra ênfase à intenção de as associações serem recebidos pelo general.

À saída, Luís Reis, da AP, acrescentou ter transmitido as preocupações sentidas pelo corte previsto nos efectivos, que poderia pôr em risco a operacionalidade das FA. E exigir que as associações fossem “integradas nos grupos de trabalho” que estão a estudar a reestruturação das FA.
 

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