“Este governo está a matar o país”, defende Arménio Carlos

O aumento do salário mínimo nacional e o fim do bloqueio da contratação colectiva são as duas grandes exigências da CGTP

O secretário-geral da CGTP defendeu hoje, numa acção de protesto da confederação, a actualização do salário mínimo para 515€ - o equivalente a um aumento de 1€ por dia de trabalho. Para Arménio Carlos, esta é uma medida estruturante para dar resposta aos problemas da economia, tendo considerado que a um maior poder de compra irá corresponder um aumento do consumo. “É preciso dizer a este Primeiro-Ministro que não é o aumento do salário mínimo que destrói o emprego. O que o destrói é a política deste governo e do memorando da troika”, vincou perante os cerca de 200 dirigentes e delegados sindicais concentrados na Praça Luís de Camões, em Lisboa.

Numa crítica dura ao executivo de Passos Coelho, Arménio Carlos apelidou o actual governo de “coveiro” da contratação colectiva, tendo vincado que as actuais medidas de combate ao desemprego não estão a resultar.

A respeito da sétima avaliação da troika ao programa de ajustamento português, Arménio Carlos disse aos jornalistas que, a manter-se a actual situação, mesmo que se diga que “tudo está a correr maravilhosamente bem”, o governo acabará por concluir que “não chega”, que “é preciso mais austeridade, mais sacrifícios, mais ataques aos direitos dos trabalhadores”.

O secretário-geral da CGTP considerou ainda que “não há verdadeira democracia quando os direitos dos trabalhadores são postos em causa” e que, por isso, “é hora do governo arrumar as botas”.

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