Desafio para 2013 é “dar a volta à troika e ao Governo”, diz BE

Juntar forças à esquerda e preparar uma alternativa política é a proposta dos dois líderes João Semedo e Catarina Martins.

Coordenadores do Bloco reafirmam que a economia nacional está em colapso Enric Vives-Rubio

João Semedo e Catarina Martins publicaram no domingo uma mensagem de Ano Novo nas suas páginas no Facebook. Para os dois coordenadores do BE, o grande desafio de 2013 reside em “cortar com a troika e mudar de Governo”.

Na mensagem lê-se que o novo ano promete um “risco e um desafio”, ou seja, ou Portugal continua com a política de austeridade e de “empobrecimento forçado em versão agravada” ou rompe com as instâncias internacionais representadas pela troika – Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia -, ao mesmo tempo que muda de Executivo.

“Dar a volta à troika e ao Governo é o grande desafio para 2013. Em 2013, por vontade de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, sobem os impostos mas descem os salários e as pensões, pagaremos mais por piores serviços públicos. Com a economia em colapso, mais empresas vão fechar e o pesadelo do desemprego vai piorar. Os cortes anunciados no SNS, no ensino público e na protecção social vão limitar a resposta às necessidades básicas das pessoas, sobretudo das que vivem com mais dificuldades”, escrevem Catarina Martins e João Semedo.

Para os coordenadores do BE, insistir nesta política é um caminho para o abismo, que é possível travar com a construção de uma alternativa política. Os dois líderes bloquistas destacam ainda, em sinal de balanço, as manifestações de cidadãos ocorridas em 2012, com especial enfoque na do dia 15 de Setembro. “Foi também o ano em que a voz cidadã se fez ouvir com uma intensidade que não conhecíamos desde o 25 de Abril. 2012 deu nova vida à luta contra o Governo e a troika. No 15 de Setembro, um milhão nas ruas derrotou a TSU. Como na privatização da TAP ou da RTP, venceu a força de todos e todas que recusam resignar-se”, lê-se ainda na declaração publicada no Facebook.

Nesse sentido, os dois coordenadores do BE insistem na necessidade de unir esforços à esquerda e ampliar convergências, como já tinham definido no último congresso do partido, em Novembro. “Uma força que interpela a esquerda, que reclama acção comum e convergência. Uma força que nos desafia para o que conta e pode mudar as nossas vidas: correr com a troika e com o Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, para resgatarmos o presente e o futuro”, escrevem Catarina e Semedo.
 
 
 
 

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