Deputado do CDS-PP diz não compreender eventual fecho de RTP2

O deputado do CDS-PP, Raúl de Almeida, disse hoje não compreender um possível fecho da RTP2, acreditando que as declarações de António Borges sobre uma eventual concessão a privados da RTP1 geraram um ruído desnecessário.

Depois de uma reunião com elementos do Conselho de Redacção da RTP, no Porto, o deputado do CDS-PP lembrou que há três estudos em curso por consultoras internacionais e por um escritório de advogados nacional sobre a privatização da RTP, que foram “abafados por o anúncio de um deles no final de Agosto por uma pessoa que não tem mandato político para o fazer”, algo que classifica como “no mínimo estranho”, gerador de um ruído “perfeitamente desnecessário”.

Raúl de Almeida, que em Julho disse que podia compreender a eventual alienação de um canal da RTP, quando questionado sobre se compreendia a possível extinção do segundo canal foi peremptório: “Não. Ponto”.

Na semana passada, o economista e consultor do Governo António Borges considerou, em entrevista à TVI, que a possibilidade de concessionar a RTP1 a investidores privados é um cenário “muito atraente”, mas assegurou que nada está ainda decidido sobre o futuro da empresa.

A RTP2 irá “muito provavelmente” fechar, independentemente do cenário a adoptar para o futuro da empresa, em razão do seu avultado custo, para reduzidas audiências, prosseguiu o consultor do Executivo, na entrevista à TVI.

A reunião do deputado do CDS-PP com o Conselho de Redacção da RTP “correu muito bem”, partilhando Raul de Almeida das preocupações dos jornalistas da instituição.

“É uma preocupação que também temos e partilhamos e que é uma preocupação permanente independentemente de qualquer conjuntura, de qualquer anúncio sobre o futuro da instituição”, realçou o deputado, coordenador do grupo parlamentar do CDS-PP na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação do Parlamento.

O deputado acrescentou ser muito importante que a RTP “esteja saudável para que os profissionais possam trabalhar saudavelmente e nesse sentido seria utópico imaginar-se a RTP como um monstro ingovernável de despesa brutal para o país e para os contribuintes e dentro de si os trabalhadores a trabalharem alegremente”.

Referindo-se aos comentários do antigo director do departamento europeu do Fundo Monetário Internacional, Raúl de Almeida declarou que “o CDS não contribuirá para que haja mais ruído à volta de uma coisa que tem a importância que tem. Não foi o primeiro-ministro nem o ministro da tutela, aí seria diferente”.

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