O presidente da concelhia do PSD de Lisboa reafirmou hoje que a “melhor estratégia” dos sociais-democratas nas próximas eleições autárquicas é concorrer sem coligação, admitindo que o candidato será escolhido pela estrutura nacional do partido.
Aquando da sua eleição para aquela estrutura partidária local, Mauro Xavier negou “à priori” o recurso a coligações, nomeadamente com o CDS-PP, nas eleições autárquicas do próximo ano.
Entretanto, a distrital do CDS-PP afirmou a sua intenção, bem como a da distrital do PSD, em concorrer em coligação à presidência da câmara da capital contra o socialista António Costa.
“Acredito que a melhor estratégia para o PSD em Lisboa é não haver coligação. Não mudei nada na minha opinião desde então. Mas quem escolhe o candidato é o presidente do PSD e é um processo que está a ser articulado por todas as estruturas em conjunto”, disse hoje Mauro Xavier à agência Lusa.
O líder da concelhia recordou ainda que o PSD definiu, há cerca de seis meses, que apresentaria até ao final do ano os recandidatos às câmaras e até 31 de Janeiro os novos candidatos.
“Não vamos ter recandidato, por isso temos até 31 de Janeiro para apresentar o candidato”, disse, explicando que os anúncios feitos da candidatura do PSD à Câmara de Lisboa “foram decididas pelas estruturas nacionais e não pela concelhia”.
No fim-de-semana passado, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse que faria campanha “noite e dia” pelo actual presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, e que votaria nele na corrida à presidência da capital.
Do lado do PS, António Costa aconselhou o ministro a candidatar-se à presidência em vez de “empurrar um representante” para a campanha, até porque Fernando Seara ainda não confirmou a sua disponibilidade.
Mauro Xavier afirmou que “já é tempo de mandar para casa o último ministro de José Sócrates”, referindo-se ao socialista António Costa, que foi ministro da Administração Interna no primeiro Governo de Sócrates.
O líder da concelhia lisboeta criticou o aumento em 9,5% do orçamento municipal para 2013, fixado em quase mil milhões, e disse que o PSD “está a trabalhar” com a maioria socialista para “melhorá-lo para diminuir as receitas e, consequentemente, as despesas”, através de uma redução de cobrança de impostos que tenha efeitos já no próximo ano.
Mauro Xavier criticou ainda a integração dos funcionários da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), que vai ser extinta, nos quadros da autarquia, levantando dúvidas jurídicas quanto à “contratação de funcionários sem concurso” e opondo-se à “política socialista” de “colocar funcionários públicos no quadro”.
A distrital de Lisboa tinha convocado uma reunião para a noite de hoje para votar alguns candidatos à presidência de câmaras do distrito, excluindo a da capital, indicou Mauro Xavier, mas foi adiada para o final do mês.

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