O líder do CDS/PP-Madeira, José Manuel Rodrigues, acha que "esta ditadura do Ministério das Finanças da austeridade pela austeridade está a matar a economia e a provocar mais falências e mais desemprego". Por isso, defendeu, "é preciso acabar com a ditadura do Ministério das Finanças".
Rodrigues, que voltou a pedir a demissão de Vítor Gaspar, salientou este domingo, em Câmara de Lobos, que a oposição ao ministro das Finanças ganhou mais adeptos no último conselho de ministros, acentuando o clima de fractura no seio Governo da República.
A propósito, saudou Saudando a posição dos ministros afectos ao CDS, encabeçados por Paulo Portas, e de outros da área do PSD, como Paula Teixeira da Cruz, Miguel Macedo, Aguiar Branco e Santos Pereira, que se opuseram firmemente a mais cortes nos rendimentos e pensões sugeridos por Gaspar. Chegou a hora de "não apenas mudar de caras" mas "também de políticas", conclui o líder do CDS/PP na Madeira.
"De nada serve mudar as caras, se as políticas se mantém inalteradas", observa Rodrigues, reiterando que é necessário que o Governo de Pedro Passos Coelho altere a estratégia de austeridade que vem seguindo com Gaspar.
Segundo o líder regional do CDS/PP, a resolução do problema de receita fiscal criado pelo chumbo do Tribunal Constitucional, cuja responsabilidade atribui a Vítor Gaspar, tem de ser alcançada "através de cortes no esbanjamento das empresas públicas" ou "nas parcerias público privadas", ou seja, "nas gorduras do Estado" e "não através dos rendimentos dos cidadãos”.
Jardim fala em política incompetente
Também o presidente do PSD na Madeira, Alberto João Jardim, reiterou que existe uma desmarcação completa do PSD/Madeira em relação ao governo Passos Coelho/CDS», sublinhando que a “orientação” do partido na Região “é diferente” e “ao contrário”. Ao encerrar o congresso regional dos TSD, Alberto João Jardim criticou a política seguida pelo Governo central, sublinhando ser “uma política incompetente” que não vai “endireitar o país”.
Para Jardim a solução passa por “pôr mais moeda em circulação, aumentar a procura, aumentar o investimento, criar mais emprego”, e, no plano internacional, “bater o pé e fazer uma aliança mais forte com os países que se encontram nas mesmas circunstâncias difíceis como nós nos encontramos”.
“Como é que se salva o Estado Social com um regime político que está a dar as últimas e está decadente e subordinado ao interesse estrangeiro”, questionou o líder madeirense que voltou a defender como prioridade “manter o Estado Social”, o que “passa por alterar o regime político”. É “ridículo querer reformar o Estado mas sem mudar a Constituição”, conclui Jardim.
Neste fim-de-semana Jardim e Rodrigues trocaram acusações. O presidente do governo regional acusou o líder do CDS de “obedecer” à estratégia política de um grupo económico que tem “um projecto de poder para a Madeira voltar atrás”.
Por seu lado Rodrigues classificou o executivo regional, liderado por Jardim, de ser "apenas uma filial" do Governo central, que "não só aplica as medidas de austeridade nacionais na Madeira, como ainda as agrava".

Comentários