CDS acusa Teixeira dos Santos de mentir sobre acumulação de salários dos gestores do BPN

O CDS acusou esta tarde o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, de ter mentido na comissão de inquérito ao BPN quando disse não ter interferido na decisão de os administradores da CGD que geriam o BPN acumularem vencimentos , o que custou ao Estado quatro milhões de euros.

Na audição de hoje, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que assegurou a gestão do Banco Português de Negócios (BPN) durante o período em que foi nacionalizado, mostrou uma acta da reunião do conselho de administração em que a decisão sobre os vencimentos foi tomada.

Questionado sobre o assunto pelo CDS, Faria de Oliveira mostrou a acta da reunião e disse que a proposta para que os administradores da CGD que também tinham funções no BPN pudessem acumular remunerações partiu do representante do accionista Estado: o director-geral do Tesouro, Carlos Durães da Conceição. Este fora nomeado para a equipa por despacho do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. Sobre o facto de Teixeira dos Santos ter dito desconhecer quem tomara a decisão, Faria de Oliveira comentou que talvez o ex-ministro não se lembrasse.

"Ficou hoje provado que o que o professor Teixeira dos Santos aqui disse na comissão de inquérito é falso", disse o deputado centrista João Almeida, acrescentando que o seu partido "não levantou a questão por populismo mas porque era preciso um esclarecimento". De acordo com as contas feitas pelo CDS, em salários acumulados dos administradores e directores, o BPN pagou entre 2008 e 2011 mais de quatro milhões de euros.

Na passada terça-feira, quando questionado pelo CDS, Teixeira dos Santos disse decisão sobre a acumulação de vencimentos dos administradores da CGD que exerciam funções também no BPN apenas cabia "à administração da CGD" e acusou o deputado do CDS João Almeida de "extremo populismo" ao questioná-lo insistentemente sobre o assunto.

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