No sábado, Cavaco vai explicar como deve actuar em tempo de crise

Presidente da República voltou a escrever no Facebook para anunciar que vai publicar um livro, cujo prefácio terá uma mensagem importante.

Cavaco faz dois ano em Belém no sábado Adriano Miranda

Cavaco Silva anunciou nesta quinta-feira na sua página no Facebook que vai explicar no próximo sábado “como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos”.

O Presidente da República não dará, porém, essa explicação de viva voz. Ela estará incluída no prefácio do livro Roteiros VII, que reúne as intervenções mais significativas que produziu nos dois anos do seu segundo mandato, que se completa precisamente no sábado.

Numa mensagem ilustrada com uma fotografia em que aparece a falar perante uma enorme plateia, ao ar livre, e publicada nesta quinta-feira por volta das 10h, o chefe do Estado anuncia que divulgará o texto do prefácio do livro na página da Presidência da República na Internet.

"Este ano, o prefácio diz respeito ao modo como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos", descreve Cavaco.

Na quarta-feira, depois de ter estado pouco mais de um mês sem aparecer em público, Cavaco Silva argumentou com a “agenda muito intensa” que normalmente lhe ocupa as dez horas diárias que passa no Palácio de Belém, incluindo as “muitas horas ao sábado e ao domingo”. E o que faz nesse tempo é “ajudar, contribuir, sem protagonismos mediáticos” para a resolução dos problemas que o país atravessa.

Acrescentou que “um Presidente que fale muito à comunicação social normalmente não tem influência sobre as decisões que se tomam no país”. Mais: “Há uma relação inversa entre o protagonismo mediático de um Presidente da República e a sua capacidade de influência nas decisões políticas.” Cavaco argumentou que ninguém sabe disso melhor do que ele, uma vez que ninguém tem a sua experiência de dez anos como primeiro-ministro a que se somam sete como chefe do Estado.
 
 

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