Cavaco diz ao Governo que tempo é de reflexão sobre o que se fez e o que não se devia ter feito

Pedro Passos Coelho e membros do Governo estiveram em Belém a apresentar cumprimentos de boas festas do Executivo ao Chefe de Estado.

Cavaco: “Essa reflexão é com certeza uma reflexão para que no próximo ano possamos trilhar um caminho melhor” Foto: Enric Vives-Rubio

Presidente da República defendeu hoje perante o Governo que a quadra natalícia convida à reflexão sobre o que se fez e sobre o que não se devia ter feito, acrescentando que os portugueses querem voltar a ter esperança.

 

“Este é também mais qualquer coisa que um tempo de Natal, é também o aproximar de um fim de ano, portanto, é um tempo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e reflectirmos sobre aquilo que fizemos, aquilo que deixámos de fazer, aquilo que não devíamos ter feito, aquilo que podíamos ter feito melhor”, afirmou Cavaco Silva.

O Presidente falava perante o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e membros do Governo, na apresentação de cumprimentos de boas festas do Executivo ao Chefe de Estado, no Palácio de Belém, em Lisboa.

“Essa reflexão é com certeza uma reflexão para que no próximo ano possamos trilhar um caminho melhor”, declarou Cavaco Silva.

O Presidente da República referiu que “este não é um tempo fácil, não é fácil para os portugueses e não é fácil para os governantes”, vivendo-se “tempos muito exigentes para quem tem a responsabilidade de governar”.

“São os ossos do ofício, como costuma dizer o nosso povo”, observou.

“Os portugueses esperam que no próximo ano, 2013, o Governo trilhe um caminho que lhes traga uma esperança renovada, como o senhor primeiro-ministro acabou de referir. Os portugueses querem voltar a ter esperança e confiança no futuro e eu não tenho dúvidas que o Governo irá dar o seu melhor para que isso de facto aconteça”, defendeu.

O Chefe de Estado sublinhou que a quadra natalícia é uma altura em que se “reavivam as tradições que marcam a sociedade portuguesa e, desde já, há algumas décadas que os cumprimentos entre órgãos de soberania se inscrevem na tradição da democracia”.

“É uma tradição, mas é também um sinal para os portugueses”, declarou.

“Este é um tempo em que se reavivam de forma acrescida os valores da concórdia, da paz, da responsabilidade social, da partilha fraterna, da solidariedade em relação aqueles que mais precisa. O povo português gosta de saber que também os titulares dos órgãos de soberania têm presentes esses valores na acção que desenvolvem todos os dias”, disse.

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