Catarina Martins, futura coordenadora do BE com João Semedo, defendeu este sábado na Convenção do partido, em Lisboa, que é “urgente” romper com a troika. Mas descartou em absoluto uma solução do tipo “austeridade boazinha”.
No primeiro discurso de Catarina Martins na VIII Convenção do BE, a deputada eleita pelo Porto avisou que o BE não aceita um governo de esquerda baseado numa austeridade do tipo “inteligente”, porque ela não existe. Sem fazer qualquer referência ao PS, Catarina Martins reconheceu que o Bloco tem “urgência” num governo de esquerda para o país, mas frisou que essa alternativa implica necessariamente romper com a troika.
“No BE não desistimos da esquerda, da política social, da ideia radical de que o futuro que construímos é em nome dos de baixo”, afirmou.
Catarina Martins defendeu que a troika exigirá sempre mais em termos de engenharia social e que é preciso combater a ideia de que não há alternativas à austeridade. Nesse contexto, pediu aos bloquistas que arrisquem a construção de “uma esquerda cada vez maior”. Porque a solução passa, disse, pela “construção de maiorias sociais contra a troika”.

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