BE e UGT sublinham convergência na condenação do OE

Bloco quer demissão do governo, central sindical pede mais diálogo político e social.

João Proença, líder da UGT, condena "ultra-austeridade" Carlos Lopes / Arquivo

O BE reuniu esta segunda-feira pela primeira vez com a UGT e convergiram na condenação do Orçamento do Estado, embora a união de trabalhadores insista na necessidade de “diálogo político” e os bloquistas queiram uma “mudança de Governo”.

“Temos diferenças que são conhecidas, mas convergimos numa análise que nos parece muito importante e é isso que queria salientar, que é a análise que este Orçamento do Estado e o caminho que está a ser prosseguido é um caminho que não só está a empobrecer Portugal como falha todas as suas metas”, disse aos jornalistas a coordenadora do BE Catarina Martins.

A reunião decorreu na sede da UGT, em Lisboa, a pedido do BE, que decidiu na sua Convenção pela realização de “um conjunto alargado de reuniões sobre as convergências à esquerda” e que já passou por um encontro com a CGTP.

Segundo Catarina Martins, o Governo está a seguir o caminho da “bancarrota, com uma dívida sempre a crescer e um PIB sempre a diminuir, com uma recessão que está a ser imposta a todo o país”.

“O essencial é construir uma alternativa, é ter uma mudança de Governo e uma alternativa de esquerda no país”, sublinhou.

O secretário-geral da UGT qualificou de “importante” a “troca de impressões” com o BE, “sobretudo, para abordar a análise que cada um faz da situação económica e social, com muitos pontos de convergência e com muitos pontos de preocupação comuns relativamente a uma ultra-austeridade que está claramente a afectar o crescimento e o emprego e que está a exigir sacrifícios brutais”.

“Para nós é fundamental que estas questões sejam ultrapassadas também com diálogo político e social. O papel do diálogo político parece-me central em Portugal hoje. Não é possível que o diálogo que foi assumido por uma ampla maioria na Assembleia da República e agora é um memorando que foi apropriado pelo Governo e não há um quadro de diálogo político na execução do memorando”, sustentou.

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