A Associação Nacional de Sargentos (ANS) apelou nesta quarta-feira à participação nas comemorações do 25 de Abril, em particular no desfile na avenida da Liberdade, "em defesa dos valores democráticos" e da Constituição.
"Pela defesa da liberdade e dos valores democráticos, pela defesa da Constituição da República é importante que, acompanhados dos nossos familiares e amigos, participemos nas diversas iniciativas comemorativas do 39.º aniversário da revolução do 25 de Abril de 1974, com particular destaque para a participação no desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa", apelam, em comunicado.
A ANS lamenta, no mesmo comunicado, a apresentação pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, do programa Defesa 2020, aprovado em Conselho de Ministros, "sem que tenha havido qualquer debate na comissão de Defesa da Assembleia da República" e sem que os cidadãos tenham sido consultados.
"Como, quem, com que dimensão ou intensidade se estabelecem os critérios conducentes a cortes até 2020? Quando se esclarece a opinião pública que o estafado número de militares existentes e de cortes a realizar no efectivo é uma mistificação e não corresponde à realidade?", questionam.
"Como se enquadra esta dita reforma no respeito pela condição militar? Com mais cortes nos rendimentos? Com mais cortes no direito à saúde?", interroga-se ainda a ANS.
O Conselho de Ministros aprovou no dia 11 de Abril "as linhas de orientação para a execução da reforma estrutural da defesa nacional e das Forças Armadas", que prevê uma diminuição do número de militares e civis a trabalhar neste sector.
No final do Conselho de Ministros, Aguiar-Branco reiterou que esta reforma prevê uma redução do número de efectivos militares, que actualmente rondam os 38 mil, para entre 30 mil e 32 mil e do pessoal civil das Forças Armadas e do Ministério da Defesa dos actuais 7 mil para 5 mil.
Para além disso, haverá uma fusão de direcções-gerais e a criação a médio prazo de um único instituto de estudos militares. O ministro referiu ainda que as Forças Armadas serão organizadas em três conjuntos: forças nacionais destacadas, forças para missões de interesse público, e forças para uma intervenção rápida.

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