O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, mostrou-se hoje disponível para fazer regressar as comemorações do 5 de Outubro à Praça do Município, ressalvando que o modelo das cerimónias é definido com a Presidência da República.
Este ano as cerimónias do 5 de Outubro dividiram-se entre o içar da bandeira nacional nas varandas do salão nobre dos Paços do Concelho e os discursos oficiais no vizinho Pátio da Galé, o que motivou a crítica de vários deputados da oposição durante a Assembleia Municipal de Lisboa desta tarde.
“É evidente que este modelo não foi do agrado geral e que é preferido um outro modelo de se realizarem as cerimónias na Praça do Município. Terei em conta essa opinião, que registo ser generalizada, quando se tratar de realizar novamente as cerimónias”, disse o autarca socialista.
Ainda assim, António Costa negou que as cerimónias tivessem decorrido apenas para os convidados: “Não foi à porta fechada. Os convites existem como todos os anos, mas não se fechou a praça, nem se fechou o Pátio da Galé. Quem quisesse podia assistir”.
O presidente da Câmara de Lisboa lembrou que as cerimónias do 5 de Outubro passaram a ser abertas ao público na Praça do Município por decisão do actual Presidente da República e que nos últimos anos “têm sido muito pouco concorridas”.
Quanto ao içar da bandeira da República ao contrário, António Costa disse que no momento nem ele nem Cavaco Silva “deram conta do erro” e que só foram informados do sucedido no final da cerimónia.
“Não quero acreditar que alguém propositadamente resolveu colocar a bandeira ao contrário. Foi um erro lamentável, mas já assumi as responsabilidades. Não valorizo mais do que isso”, disse.

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