A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reuniu-se nesta sexta-feira com o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, para apresentar os cumprimentos depois da eleição dos órgãos sociais da associação em Fevereiro.
Na reunião foram também debatidas as preocupações que a ANS tem com a reforma das Forças Armadas (FA). A preocupação maior, segundo o presidente da ANS, Lima Coelho, é a "falta de diálogo e de trabalho conjunto quando tantas medidas e reformas estruturais afectam as Forças Armadas". Lima Coelho considera que, por estarem envolvidos nas questões, os sargentos devem "ser ouvidos e tomar parte" na discussão.
"Não faz sentido que a ANS não seja chamada a dar pareceres ou a integrar" a discussão sobre a revisão dos estatutos das FA, que Lima Coelho considera ser a "bíblia" dos militares.
O ministro mostrou abertura e admitiu que o entendimento entre as partes não tem acontecido, mas espera que essa situação melhore nos próximos tempos, até porque "é desejável o cumprimento da lei" no que refere às associações sócio-profissionais. "As associações têm de ser integradas no espírito da lei e dentro desse âmbito", advogou ainda Lima Coelho.
No encontro com o ministro da Defesa, foi também defendida a necessidade da criação de uma escola nacional de sargentos, "independentemente da cor da farda", que permitiria, segundo o líder da ANS, uma "poupança financeira e de recursos humanos".
Os novos órgão sociais dos sargentos terminam a ronda de cumprimentos oficiais na quarta-feira, na reunião com o chefe de Estado-Maior do Exército. Por agendar ficou a reunião com o Presidente da República, apesar do pedido ter sido feito e ao qual não obtiveram resposta. "O Presidente da República já nos habituou a não acusar a recepção dos pedidos – um acto, no mínimo, de pouca educação", considerou Lima Coelho.

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