Os eleitores açorianos votam para eleger os deputados da região que vão definir o novo presidente do Governo Regional, o terceiro da história da região após o 25 de Abril, depois de Mota Amaral (PSD) e Carlos César (PS).
As urnas na região abriram às 08h00 locais (09h00 no Continente e na Madeira), sem registo de anomalias ou incidentes, e fecham às 19h00 (20h no Continente e na Madeira).
Um total de 10 por cento dos eleitores já votou nas eleições legislativas regionais açorianas até às 11:00 (12:00 em Lisboa) de hoje, segundo dados dos serviços eleitorais. No universo eleitoral de 225.112 recenseados, às 11:00 da manhã de hoje já tinham votado 23.272 pessoas, correspondendo a 10,34 por cento.
Em 2008, a abstenção no arquipélago atingiu os 54 por cento, um numero recorde nas eleições regionais açorianas.
Com a decisão do socialista Carlos César de não se recandidatar ao cargo, depois de quatro mandatos sucessivos, três deles com maioria absoluta de deputados, os Açores terão esta noite um estreante como líder do Governo Regional.
Um total de 12 partidos disputam os votos dos 225 mil eleitores açorianos e os 57 lugares do Parlamento, mas os favoritos à vitória são o PS e o PSD, liderados por Vasco Cordeiro e Berta Cabral, respectivamente. As urnas fecham às 19h00 (20h no Continente e Madeira).
Vasco Cordeiro foi o escolhido para ser o candidato de um PS que continua com Carlos César como líder. Depois de ter sido secretário regional da Agricultura, da Economia e da Presidência, Vasco Cordeiro foi o escolhido internamente, sem ser eleito em congresso.
Depois de ter sido secretária regional das Finanças e Administração Pública do governo de Mota Amaral, Berta Cabral ganhou a Câmara de Ponta Delgada, a maior dos Açores, em 2001, de onde saiu já em 2012 para ser candidata ao Governo Regional, na qualidade de líder do PSD-Açores.
Doze forças políticas em disputa
Concorrem às eleições 12 forças políticas: PS, PSD, CDS, BE, CDU, PPM, PDA, MRPP, MPT, PAN, PTP e Plataforma de Cidadania. O PSD concorre em oito das nove ilhas, dando apoio no Corvo ao PPM, que, por sua vez, apoia a Plataforma de Cidadania nas restantes ilhas.
Os 57 deputados serão eleitos em 10 círculos eleitorais – um por cada ilha e um, da compensação, que junta os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares, numa votação distribuída por 263 mesas eleitorais.
A distribuição dos deputados é feita consoante a população de cada ilha, mas também garantindo um mínimo de representatividade em cada círculo. Por isso, pesar de a sua população corresponder a 55% dos 246 mil habitantes no arquipélago, a ilha de São Miguel tem apenas um terço (19) dos deputados no parlamento regional.
Por outro lado, a ilha do Corvo, a menor do arquipélago e com o concelho mais pequeno do país, tem dois deputados eleitos, apesar de ter somente 430 habitantes, que representam 0,18% da população açoreana.
Os círculos de ilha elegem 52 deputados regionais e os votos que, através do método de Hondt, não são aproveitados para essa eleição entram no círculo regional da compensação, uma solução que favoreceu nas últimas eleições a CDU (1) e o BE (2), que elegeram por aí os seus representantes.
Nas eleições de 2008, em que o número de abstenções bateu os recordes, atingindo perto de 54%, o PS renovou a sua quarta maioria absoluta de eleitos, com 30 deputados, seguindo-se o PSD, com 18, e o CDS, com cinco.
Notícia actualizada às 14h28, com a referência ao número de eleitores que já votaram.
Notícia corrigida às 15h25, com altrando o número de eleitores inscritos: 225 mil em vez de 190 mil.

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