Seguro responsabiliza Passos por "trapalhada monumental" na privatização da TAP

Secretário-geral do PS diz que os socialistas serão inflexíveis contra a falta de transparência nos negócios públicos.

António José Seguro: “A TAP não é uma empresa qualquer” Rui Gaudêncio

O secretário-geral do PS acusou nesta quinta-feira o primeiro-ministro de ter feito "uma trapalhada monumental" no agora suspenso processo de privatização da TAP e advertiu que os socialistas serão inflexíveis contra a falta de transparência nos negócios públicos.

António José Seguro falava no jantar de natal do Grupo Parlamentar do PS e dos eurodeputados socialistas, após a intervenção inicial do líder da bancada, Carlos Zorrinho.

"Quero ser muito claro: esta é uma trapalhada monumental do primeiro-ministro e o PS tem exigido desde o início transparência, porque a TAP não é uma empresa qualquer e os negócios públicos não se gerem como negócios privados. Estamos a falar de recursos do país e de dinheiro dos contribuintes", disse no seu discurso.

Depois, António José Seguro deixou um aviso em matéria de privatizações: "No PS seremos inflexíveis". "Exigiremos transparência até ao final e exigiremos que essa transparência sirva o interesse nacional. Por isso, os portugueses têm todas as razões para estarem desiludidos com este primeiro-ministro e para cada vez mais confiarem no PS", frisou.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS colocou igualmente um conjunto de dúvidas sobre a forma como o processo decorreu. "Faz algum sentido que o Parlamento queira informação, transparência e esclarecimento e os membros do Governo se recusem a ir à Assembleia da República para tudo acabar na trapalhada monumental de hoje? Quando o comprador [da TAP] já tinha bilhete marcado e data marcada para vir no dia 27 [deste mês], o Governo decidiu que afinal, por agora, não vai fazer essa privatização", apontou António José Seguro.

Seguro acusou ainda Pedro Passos Coelho de estar "a faltar à verdade" quando diz que o PS se quer furtar ao debate sobre a reforma do Estado. "Senhor primeiro-ministro, não confunda os portugueses. O senhor, o que quer é cúmplices para cortar quatro mil milhões de euros nas funções do Estado, mas para isso não conta com o PS", afirmou o líder dos socialistas.

 
 

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